PaLaVrAs Em LiNhAs
   Arte

A arte te arde, à flor da pele.

No ontem deixei o que fui.

A arte sem o admirador não é bem arte.

A criatura sem o criador é pouca parte.

A historia sem personagens não faz sentido.

E o sentido em estar perdido é se encontrar.

Parte o pão e o vinho, se grande for tua fome.

Se tudo for para o caminho do nada, some, isso não fere

Mas volta, e solta tuas idéias e as debate com outras

Segue tua linha e respeita tua conduta

Aceita as Idéias de outros e as consome, depois digere.

Não disponha sua verdade como verdade absoluta.

 

E a arte vai transmitindo o que penso

O que vejo e o que sinto.

 

 

(Renato Vicente)



Escrito por Renato às 18h11
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   Vertentes

Ganhe dinheiro, mas não o deixe te ganhar.

Arrume um emprego, mas vá visitar seus amigos.

Às vezes me viro ao avesso, nem sempre consigo me aturar.

Ficar sempre sozinho pode ser um perigo.

 

Você calou a voz e uma palavra amiga poderia ser dita.

Não é sempre que desisto do jogo

Pois o jogo só termina quando o juiz apita.

 

Eu tenho um segredo e não faço mais promessas.

Agora eu só vou buscar do que realmente me interessa.

Vamos nessa, é necessário ter coragem.

Mas coragem nem sempre é o que se tem.

E o que é bom nem sempre é o que faz bem.

 

O mocinho nem sempre é tão inocente.

E o mal nem sempre vem do vilão.

Nem sempre a gente entende o que a gente sente.

E o caminho errado nem sempre é o da contramão.

 

 

(Renato Vicente)



Escrito por Renato às 21h10
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   Meus Vícios

Tenho alguns projetos

Tenho feito alguns trajetos

Mas tudo me leva a nenhum lugar.

 

Tenho vontade de lhe ver

Seu beijo é bom.

Bondade sua em dizer que quem errou foi você.

 

Mas tudo fica bem depois

Caso não fique a gente faz ficar.

Uma vez você me disse que a vontade de parar

Não pode ser maior que a vontade de chegar.

 

Eu tenho vícios

Tenho vontades, verdades.

Vaidades, meus vazios.

Vestígios, vertentes, tenho saudade

Do nosso inicio.

Vão, vagão, dias frios.

É quando repito:- Volta pra casa.

 

(Renato Vicente)



Escrito por Renato às 21h06
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   Outras Flores

Procuro em outros olhos

O teu olhar

Em outros dentes

O teu sorriso.

 

Mas tão somente só acabo ficando.

Procuro em outros corpos o deleite

E por fim acabo sem mim.

 

Mas não merecem, outras,

Servirem de tampões da tua ausência.

Mas eis que chega a primavera

E outras flores surgirão.

 

 

(Renato Vicente)

 



Escrito por Renato às 01h18
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   A Rentabilidade Do Caos

Observando com outros olhos os impasses dos problemas sociais, entre outros, posso então, através de uma análise pessoal, dizer que o caos é uma via de mão dupla. Ao passo que causa grandes transtornos, principalmente urbanos, a contestar, digo-lhes que este é mais um mecanismo rentável. Como se chega a esta conclusão?Vamos imaginar uma empresa de segurança privada, por exemplo, o que seria desta se não ocorressem delitos?Se a paz de nós mortais não fosse ameaçada por intrépidos criminosos “injustiçados” pelo nosso quadro social? Se a segurança pública cumprisse com o seu papel sem deixar vestígios duvidosos? Se nossas escolas fossem devidamente equiparadas das mais reluzentes instalações e fossem instituídas de professores bem remunerados e com estruturas dignas da admiração do primeiro mundo, será que seriam necessárias escolas privadas?Se nossos hospitais públicos assim também os fossem, não seriamos compelidos a pagarmos planos de saúde? Segurança, educação e saúde são de responsabilidade do Estado. Até mesmo o desemprego, meus caros, é estratégico. Como?Você precisa do emprego e por isso se reprime a muitas vezes delinear-se de forma involuntária a indecorosas submissões, caso contrário existem milhões de tantos outros querendo sua vaga. Isso é o jogo sujo do sistema, não diria do capitalismo, pois acredito que este nada tem a ver com as políticas implementadas pelos homens da lei. Ele não é o caos, e sim um método talvez até mais justo de remunerar aos que fazem jus por determinado esforço físico ou intelectual. As políticas são, o que me parecem, equivocadas. Não posso dizer que um determinado profissional que ganhe 20.000,00 reais por mês seja mais digno de tal retribuição do que um limpador das ruas. O capitalismo não determina quem ganha mais ou menos, apenas é uma ferramenta a ser usada, porém se mal usada pode acarretar problemas indubitavelmente devastadores. O que falar das drogas lícitas cuja função é aliviar a dor e o sofrimento de quem possui doenças de caráter até então irreversíveis. O que seria melhor, curar definitivamente a AIDS, ou continuar inserindo no mercado, não a cura, mas sim coquetéis e outros afins para prolongar a vida, mas que não destroçam tal patologia? Não digo que os cientistas e pesquisadores da bioquímica não se empenhem em encontrar a cura da AIDS, mas é bem mais rentável comercializar as drogas que amenizam a dor do que curarem a doença ou descobrirem uma vacina preventiva. Quantos laboratórios fechariam as portas, laboratórios estes especializados em coquetéis contra o HIV, se a tão esperada vacina curativa e/ou preventiva fosse descoberta?Estes e tantos outros problemas podem ser resolvidos apenas com um momentâneo alívio sistemático, mas caso fossem resolvidos de maneira irreversível poderiam desconfigurar um quadro já firmado no que se diz respeito a lucratividade e a, porque não dizer, contínua empregabilidade.  Se as balbúrdias até então mencionadas forem extintas, outras surgirão, ou seja, o caos é, felizmente ou infelizmente, inerente a nossa constituída sociedade.

(Renato Vicente)

 



Escrito por Renato às 21h35
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   Pensando bem...

Pensei em muito te dizer

Mas de tanto pensar acabei calando.

Pensei em muito fazer

Mas de tanto pensar acabei nada fazendo.

Saudade conseqüência da distância.

A falta conseqüência da ausência.

E o que fazer quando se está distante de quem está tão

Perto?

Quem dera eu expulsá-la de vez e começar

Tudo de novo;outro amor, outra história.

Mas há sempre algo que me faz lembrar.

Precisando, eu, esquecer.

Uma foto que tentei rasgar, mas não consegui.

Lugares, silêncio.

Dizem que o tempo é senhor.

Que apaga tudo que é dor.

Mas não é dor o que sinto.

Pensando bem não sei bem o que é.

É uma vontade involuntária de ligar.

De ver-te, ouvir-te, apenas.

Mas me contenho.

E assim vou me contendo até onde posso.

Tudo que um dia foi só nosso, agora é só meu.

Tento, então, me desfazer de forma incivil

De tudo que faz recordar qualquer vestígio,

Qualquer ínfimo olhar perdido teu.

Posso me desfazer das fotos, lugares, momentos...

Mas paro e indago-me:Posso tentar me desfazer de ti

Queimando tua foto, mas como posso me desfazer

Da tua imagem quando fecho os olhos?

Quiçá eu ainda consiga de forma imperceptível

Deixar-te ao vento, e esquecer-me de como foi

Tudo tão intenso, mas lastimavelmente tudo tão

Efêmero.

Como se pode amar em tão pouco tempo e por tão pouco.

Digo-te então:Será que eu já havia te amado em algum

Lugar ou em algum tempo sutilmente esquecido ou

Inconscientemente?

Pensando bem não sei.

Sentimento é quase sempre inevitável, mas não é, acredito eu,

De caráter irrevogável.

Deve haver algum vão onde se possa deixá-lo

E torná-lo terminantemente esquecido.

Mas viver sem tê-lo, seja talvez, sofrível.

Como pouco sei de quase tudo, vou seguindo e vivendo

Amando, aprendendo, sentindo e com a ligeira impressão

De que ainda vou te encontrar sorrindo em algum lugar

Perto ou muito distante daqui.

 (Renato Vicente)

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Renato às 15h30
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   Apesar Do Pesar

Apesar do pesar

Apesar do pesado fardo.

Viver ainda é o que de melhor há.

Apesar do pesar

Dos Picaretas e das verdades forjadas.

Viver ainda é o que de melhor há.

Apesar da cruz pra carregar.

Das “mutretas” e das cartas marcadas.

Viver ainda dá.

Ainda dá pra seguir, apesar do pesar.

Das pedras no calcanhar.

Das "carinhas" mascaradas.

O amor ainda é o melhor pra sentir.

O sorriso ainda dá pra sorrir.

Apesar do pesar.

Do fardo pra carregar.

Dos caminhos pra se traçar.

Viver ainda dá.

Apesar da ilegalidade notável

Do futuro indecifrável.

 

Um dia você chora

No outro você faz chorar.

E assim a gente segue, sabendo que não é possível voltar.

(Renato Vicente) 



Escrito por Renato às 16h28
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   Dinheiro

"Não tenho dinheiro
Pra pagar a minha yoga
Não tenho dinheiro
Pra bancar a minha droga
Eu não tenho renda
Pra descolar a merenda
Cansei de ser duro
Vou botar minh'alma à venda...

Eu não tenho grana
Pra sair com o meu broto
Eu não compro roupa
Por isso que eu ando roto
Nada vem de graça
Nem o pão, nem a cachaça
Quero ser o caçador
Ando cansado de ser caça..."
(zeca baleiro)

 

Dinheiro é bom e eu gosto

Só não gosto muito é do esforço que faço

Pra tê-lo.

Quero pagar as contas com folga

Sem precisar “arrancar os cabelos”.

 

Dinheiro pra casa própria, pro carro

 

Pra viagem.

 

Dinheiro pro vinho, pro pão, pra passagem.

 

Pro amor, pro desejo.

 

Sem dinheiro fica tudo sem nexo.

 

Dinheiro pra gastar, pra curtir, pro sexo.

 

Dinheiro pro sapato, pro terno, pra tomar atitude.

 

"Have money is very good".

 

Sem dinheiro não há fé.

 

Sem dinheiro eu ando a pé.

 

Sem dinheiro fico sem mulher.

 

Me diz ai o que você faz sem dinheiro?

 

Eu corro louco procurando ele.

 

O mundo gira em torno dele.

 

Não é nenhum exagero.

 

Sem dinheiro é tudo metade, nada é inteiro.

 

Com dinheiro tudo é portátil.

 

Tudo fica bem fácil.

 

Você é mais respeitado.

 

Seus sonhos são realizados.

 

Dinheiro eu gosto, dinheiro pra tudo que mereço.

 

Dinheiro é necessário, porque tudo, meu amigo, nessa

 

Vida tem seu preço.

 

(Renato Vicente)



Escrito por Renato às 18h28
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Eu gosto dela e ela gosta de mim também

Eu gosto dela como poucas vezes gostei de alguém...

Como poucas vezes gostei.

 

 



Escrito por Renato às 18h13
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Escrito por Renato às 19h05
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   Doralice(A Ingrata)

-Pra descontrair

 

Quem dera Doralice fosse doce, mas não é.

Ela não tem a doçura feminina, a doçura da mulher.

É amarga, azeda, seca, fria que nem gelo pra picolé.

Vive de cara feia, só namora se o cara tiver carro.

Despensa se andar a pé.

Quem dera Doralice fosse, fosse embora, agora, já.

Doralice se nega pra o amor, mas não diga que eu negue.

Dispara, sai-te, arruma tuas malas, mala e vai-te.

Vai pra o diabo que te carregue.

Abusa, se lambuza, desfruta e me desacata.

Quem dera, desse um vento forte e levasse essa ingrata.

Pra longe das minhas vistas, num aparece nem de visita.

Vai-te embora, agora e já.

Só vive de mau humor, só vive de desamor.

Desaparece, desce, ver se cresce que o meu amor tu num merece.

 

Tu num merece não, mulher sem coração.

Tu num merece não, só conhece ingratidão.

Contigo dividi meus sonhos, o vinho e o pão.

Contigo dividi meu lençol, meu travesseiro e o meu colchão.

 

(Renato Vicente) 



Escrito por Renato às 18h56
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   Caminhos

-Não curto muito textos ou livros de auto-ajuda, mas

é sempre bom uma palavra amiga:

 

Eu sei não é fácil escolher

Há tantos caminhos

Mas é preciso decidir

A duvida vai permanecer

Qual que seja a direção.

Medo todo mundo sente

No fim fica tudo bem.

 

Eu sei a vida é um risco

Mas é preciso ariscar pra saber

No que vai dar, e se amanhã.

O sol não nascer

Procure a luz que há em você.

A luz que todos têm em si.

Ela é a melhor bússola e vai te guiar.

Vai te guiar se precisar estarei aqui.

Os dias vão e vêm.

Incertezas todo mundo tem.

Mas no fim fica tudo bem.

 

Espere que tudo vai acontecer, tudo tem a sua hora.

Espere que tudo vai acontecer, nem tudo é pra agora.

 

(Renato Vicente)



Escrito por Renato às 18h53
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   Medo Do Fim Do Mês

Eu quero mais do que você é capaz de me dá.

Eu quero mais, quero mais dessa vez.

O que você me dá só dá pras despesas banais

Do mês.

E você me diz: vai trabalhar, vai trabalhar.

Que é o melhor que você faz, rapaz.

Vai trabalhar, vai trabalhar, vai trabalhar.

Vai arrumar um trampo, que a coisa ta feia.

Senão não terá na mesa a ceia.

 

Meu caro amigo, tá tudo muito caro.

Tá tudo muito caro, meu caro.

Tá tudo muito caro minha gente.

O que eu tinha guardado no banco tirei

Pras despesas mais urgentes.

A coisa tá feia, eu não sei pra vocês.

Não tenho medo do fim do mundo

Tenho mais medo do fim do mês.

Não tenho mais, não tenho mais medo do fim do mundo.

Agora tenho mais medo do fim do mês.

 

(Renato Vicente)



Escrito por Renato às 18h52
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   Canta/Meu Coração De Homem

"...Na janela eu vejo tua face e nela tem

A terna imagem da beleza não lesa

Despretensiosa e sem fim..."

 

Quando você some, meu coração de homem só.

Fica tão triste

Não há sol, de dia, nem lua, à noite.

Que preencha o vazio que existe.

Que insiste em permanecer.

Meu coração de homem só

Fica tão triste sem você.

Quando você some, meu coração de homem

Fica tão só.

Bate solitário, ordinário, bate por um triz.

Meu coração triste de homem, quando você some só.

Bate infeliz.

 

(Renato Vicente)



Escrito por Renato às 18h51
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   O Que É Do Bicho O Homem Não Come

 

O que é o homem, bicho homem, animal?

O que é o homem, bicho, ou maquina?

O que será afinal?

Seguindo só, sozinho, solidão.

O que é do homem o bicho não come

E o que é do bicho o homem também não.

O que é do homem, razão e emoção.

O que é do homem, ser este que se diz

Ser racional.

Será ou não.

O que será então.

Bicho homem, bicho maquina da evolução.

Ser racional, brutal, ser da razão.

O que é do homem o bicho não come

E o que do bicho o homem também não.

 

O “bicho” é que devora o homem sem nenhuma comoção.

 

(Renato Vicente) 

 



Escrito por Renato às 18h48
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